Marcelo era um cara que trabalhava como técnico de necrotério-aquele que lava e esteriliza os corpos para que o médico legista possa fazer seu trabalho. Ou seja, três pessoas depois de ninguém, pois esta profissão é ainda muito descriminada. Marcelo trabalhava em um hospital em Curitiba na qual era regra apenas médica e paciente entrarem pela porta da frente.
Marcelo então caçado de ser tratado como um Zé ninguém teve a seguinte idéia: "Vou fazer vestibular para medicina e vou entrar pela porta da frente". E junto ao sonho de ser alguém veio à determinação, e com isso todos os dias ao chegar em casa colocavam seus pés em uma bacia com água gelada para não dormir e estudava. Até que um dia ele recebeu a noticia de que tinha passado no vestibular para medicina. No dia seguinte ele raspou a cabeça e foi trabalhar ao chegar lá os seu colegas de trabalhos perguntaram: "Iai Marcelo passou para o vestibular de que? há já sei artes cênicas." Marcelo com um sorriso mais que irônico respondeu: " não, passei para medicina"...10 anos depois Marcelo já estava formado e trabalhando no hospital, dava o melhor de si era o melhor funcionário.
Até que um dia o diretor geral do hospital aposentou e fizeram um concurso entre os médicos para eleger um novo presidente. Marcelo então estudou, estudou, estudou, e passou em primeiro lugar, tornou-se então presidente chefe do Hospital de Curitiba. E seu primeiro mandamento como chefe foi mandar tampar a porta dos fundos e abrir uma porta para a entrada dos defuntos. Entre tanto, no dia seguinte os médicos fizeram uma reunião e foram reclamar com o Marcelo " mas como é q pode? Você tampou a entrada dos auxiliares e técnicos? como é que ele vão entra agora? disseram os médicos.
“Marcelo então respodeu: ‘‘ Enquanto este hospital estiver no meu poder, todo e qualquer ser vivo entrará pela porta da frente”!

